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Recomeçar a carreira em outro país: o que ninguém conta sobre a transição profissional no exterior

Foto: Reprodução/Magnific

Advogada em São Paulo, atendente de loja em Miami nos primeiros seis meses. Esse tipo de relato aparece com frequência entre brasileiras que se mudam para os Estados Unidos e outros países das Américas, e costuma ser recebido com um misto de choque e vergonha, como se representasse um retrocesso. Na prática, é uma etapa quase inevitável de um processo maior, que raramente segue direto do cargo antigo para um equivalente no novo país.

A carreira que não segue uma linha linear

Diploma que precisa de revalidação, experiência que não é reconhecida da mesma forma, idioma técnico que difere do idioma do dia a dia, rede de contatos que precisa ser reconstruída do zero: cada um desses fatores, isoladamente, já atrasaria uma recolocação. Juntos, explicam por que a transição de carreira no exterior costuma durar entre um e três anos até alcançar um patamar equivalente ou superior ao que a pessoa tinha no Brasil.

O erro mais comum nessa fase é medir o próprio progresso pelo cargo, e não pelo aprendizado acumulado. Quem aceita uma posição temporária abaixo da sua qualificação, mas usa esse período para aprender o mercado local, construir rede e amadurecer o idioma, costuma recolocar-se mais rápido do que quem insiste em esperar, parada, pela vaga ideal.

O que de fato ajuda a acelerar essa transição?

 

Revalidar ou adaptar a formação antes de sair do Brasil

Profissões regulamentadas, como medicina, engenharia, direito e educação, quase sempre exigem processo de revalidação no país de destino. Iniciar esse levantamento ainda no Brasil, com o órgão regulador correspondente, evita meses parados esperando informação básica já na chegada.

♦ Construir presença profissional no idioma do novo país

Currículo, perfil de LinkedIn e portfólio precisam refletir não apenas tradução, mas adaptação cultural: formato, extensão e até o tom de auto-apresentação variam bastante entre o padrão brasileiro e o americano, por exemplo. Recrutadores locais notam rapidamente quando um material foi só traduzido, sem esse ajuste.

♦ Buscar associações e grupos profissionais de brasileiros no setor

Existem hoje comunidades organizadas de brasileiros advogados, médicos, publicitários e profissionais de tecnologia espalhadas pelos Estados Unidos, Canadá e outros países das Américas. Essas redes costumam compartilhar vagas antes mesmo de chegarem aos portais abertos, além de orientar sobre equivalências específicas da profissão.

O período de transição também é currículo

Vale reformular a forma de contar essa fase: um período trabalhando fora da área de origem, quando bem posicionado em entrevistas futuras, demonstra adaptabilidade, resiliência e capacidade de recomeçar, competências cada vez mais valorizadas em processos seletivos internacionais. O silêncio sobre esse período, por outro lado, costuma gerar mais desconfiança do que a própria pausa na carreira.

A transição de carreira é muito comum entre os brasileiros que moram fora. Reinvenção é a palavra que resume essa fase.

A edição de agosto da Yuppie Américas traz entrevistas com brasileiras que passaram por essa reinvenção profissional em diferentes cidades do continente e hoje ocupam posições que, no início, pareciam distantes. 

Confira a edição completa e, se está no meio dessa transição agora, considere fazer parte da comunidade Yuppie: a experiência de quem já passou por isso costuma valer mais do que qualquer manual.

LEIA A EDIÇÃO YUPPIE AMÉRICAS DE AGOSTO

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A Editora Yuppie nasceu com um propósito: transformar experiências em livros que inspiram, conectam e deixam um legado.

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